AGUSTINA BESSA-LUÍS (1922-2019)

“Nunca tive a ambição de ser conhecida”, disse uma vez ao El País. “Escrever é comover para desconvocar a angústia e aligeirar o medo”, escreveu ainda. Agustina morreu no dia 3 de junho, aos 96 anos.


“Penso que tenho a escrita como um dom que tenho o dever de valorizar e cultivar da melhor maneira que consigo. Procuro explorar esse dom, de uma forma constante e renovada sempre com o mesmo empenhamento.”

Entrevista à Ensino Magazine Online (setembro de 2001)

“Quando aprendi a ler, no mundo fez-se luz e passei a compreender tudo.”

“O Livro de Agustina” (2007)

“Desde criança que me apercebi que o medo era o grande mistério. Era o caminho para o poder. Refiro-me à noção de poder que é dada numa família em que o rapaz está votado a um triunfo de qualquer maneira, às vezes exigente demais para as forças que tem, e a menina vive mais na sombra.” Entrevista ao Diário de Notícias (2003)

“Querem atribuir à escrita aquilo que não atribuem à própria vida. Os meus livros são mais reais que essa realidade engarrafada que nos é transmitida.”

Documentário para a RTP (2005)

“Escrever é isto: comover para desconvocar a angústia e aligeirar o medo, que é sempre experimentado nos povos como uma infusão de laboratório, cada vez mais sofisticada. Eu penso que o escritor com maior sucesso (não de livraria, mas de indignação social profunda) é aquele que protege os homens do medo: por audácia, delírio, fantasia, piedade ou desfiguração.”

“Contemplação Carinhosa da Angústia” (2000)





“Os homens que não têm o coração tão preenchido morrem dele, sem queixas e sem sofrimento. Mas não se pode dizer que viveram.”

“O Livro de Agustina” (2007)

“A melhor prova duma real amizade está em evitar os compromissos entre aqueles que se estimam. Ainda que devendo muito aos que muito me louvam, eu não quero ser-lhes obrigada pela gratidão. Mas sim grata porque estou com eles, devido a circunstâncias que a todos nós agradam e são um laço mais entre nós, sem constituírem um dever.”
“Dicionário Imperfeito” (2008)

Fanny Owen (1979), trata duma história eminentemente romântica envolvendo um triângulo amoroso, rapto, abandono, despeito, ciúme e vingança, morte por tísica e por desgosto, suicídio.

Venha requisitar este ou outro título e faça BOAS LEITURAS!

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Escritor Fernando P. Fernandes na Biblioteca

Ainda no âmbito da ‘Semana da Escola’ a biblioteca acolheu com entusiasmo o professor e escritor nosso conterrâneo, no dia 24 de maio, que veio conversar com os alunos e professores sobre os seus livros, em particular “Onório, o poeta bêbado” que tinha sido trabalhado nas aulas de Português.

De leitura leve, simples, descontraída e divertida, leva-nos ao riso em várias ocasiões e, quando pensamos que o autor já não nos consegue surpreender, eis que surge mais uma “peripécia” do Onório, seu familiar ou conterrâneo.” – assim é descrito por um leitor numa crítica.

Sobre o autor

Fernando P. Fernandes nasceu em Lisboa, em 1978.
É professor de Português, tradutor e revisor, para ele, escrever e narrar vidas caricaturadas são prazeres inigualáveis.
Admira Eça e García Márquez pela fluidez narrativa e pelo sarcasmo sempre à espreita. https://www.wook.pt/autor/fernando-p-fernandes/3429277

Onório, o poeta bêbado

Sobre o livro

Onório, o poeta bêbado é o retrato de um quase-pícaro a quem tudo corre mal – até o nome.
Nascido numa aldeia do Minho, neto do mais respeitado lavrador de Rubiães, o rapaz faz-se, quase inadvertidamente, poeta satírico ainda nos tempos de escola. Qual repórter do absurdo, Onório ilustra, com quadras rudimentares, as peripécias em que se envolve – e são muitas. Tudo acontece ao pobre diabo.
Com uma narrativa dinâmica e bem-humorada, salpicada de pequenas quadras alusivas aos episódios da vida do protagonista, a obra promete arrancar muitos sorrisos e proporcionar uma viagem divertida.

https://www.wook.pt/livro/onorio-o-poeta-bebado-fernando-p-fernandes/18350829

Escritora Olinda Beja na ‘Semana’ da EPADD

Durante a ‘Semana da Escola‘ que decorreu entre os dias 13 e 17 de maio, tivemos a honra da visita desta escritora Santomense que se encontrava no concelho de Odivelas para participar na VII Bienal de Culturas Lusófonas.

A Biblioteca que estava pronta para receber os convidados desta ‘Semana’, acolheu com entusiasmo a escritora, que iniciou a sua apresentação com fotos e música do seu país e cativou todos os presentes com as suas histórias de vida!

    Acerca da autora

    Olinda Beja é poeta e narradora de São Tomé e Príncipe. Porém, com apenas dois anos e meio, saiu de seu país e foi viver em Portugal. Sendo tão pequena, não foi responsável pela mudança de território e muito menos pela história que lhe foi sequestrada. Sua poética traz as marcas dessa vivência e as tentativas de reconstruir, ou construir ao seu modo, a identidade. Ao mesmo tempo, a escritora celebra, na tensão entre os dois mundos, África e Europa, a festa da mestiçagem e o encontro de culturas. Olinda Beja venceu em 2013 o maior prémio literário de São Tomé e Príncipe, o Francisco José Tenreiro, pela obra A Sombra do Ocá. É esta a inquietante e também dramática biografia de Olinda Beja. – Texto de Estella Viana, jornalista brasileira ao serviço da RTE – Feira do Livro/Madrid/junho 2017

    https://www.wook.pt/autor/olinda-beja/9243

    Poema escrito e ilustrado por Olinda Beja para comemorar o centenário da EPADD em 2016

    DIA DA EUROPA 9 de maio

    BANDEIRA DA UE

    Todos os anos, no Dia da Europa, comemorado a 9 de maio, festeja-se a paz e a unidade do continente europeu. Esta data assinala o aniversário da histórica «Declaração Schuman». Num discurso proferido em Paris, em 1950, Robert Schuman, o então Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, expôs a sua visão de uma nova forma de cooperação política na Europa, que tornaria impensável a eclosão de uma guerra entre países europeus.

    A sua visão passava pela criação de uma instituição europeia encarregada de gerir em comum a produção do carvão e do aço. Menos de um ano mais tarde, era assinado um tratado que criava uma entidade com essas funções. Considera-se que a União Europeia atual teve início com a proposta de Schuman.

    https://europa.eu/european-union/about-eu/symbols/archived-europe-day_pt

    A representação da Comissão Europeia editou um livro infantil/juvenil , em 2009, da autoria das escritoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, com ilustrações de Pedro Cabral Gonçalves e Clara Vilar, com o título “Países sem Fronteiras – A UNIÃO EUROPEIA” baseado na publicação : “Países sem fronteiras: a União Europeia”, editada pelo Centro de Informação Europeia Jacques Delors em 1995.

    De modo a compreender as políticas da União Europeia foi publicada pela Direção-Geral da Comunicação uma coleção que descreve a ação da UE em vários domínios políticos, as razões da sua intervenção e os resultados obtidos.

    https://publications.europa.eu/pt/web/general-publications/eu-at-a-glance

    Visita à Biblioteca D. Dinis

    No passado dia 30 de abril fomos com a turma do 2º ano do Curso Profissional de Técnico de Produção Agro-pecuária visitar a Biblioteca Municipal de Odivelas, visita essa que foi devidamente programada e acompanhada pela professora Rosa Fernandes, de Português.

    Com o objetivo de promover o gosto pelo livros e pela leitura, suscitar a curiosidade pela descoberta e pelo conhecimento através dos livros e não só, os nossos alunos tiveram a oportunidade de esclarecer inúmeras questões na visita guiada feita pela responsável da Biblioteca, drª Clara , uma vez que a maioria dos alunos a visitou pela primeira vez: como funciona uma Biblioteca Pública, as diferenças e semelhanças com uma Biblioteca Escolar, os meios e recursos de fruição dos espaços, dos materiais.

    A visita tornou-se  um momento agradável de exploração e  contribuiu, certamente, para o enriquecimento e desenvolvimento de todos os que nela participaram.

    Avaliação da BE

    A nossa biblioteca está a ser avaliada pela direção, pelos professores, pelos nossos alunos e pelos Encarregados de Educação. Queremos atingir uma amostragem de 10% dos nossos alunos que, para isso, realizaram a avaliação online  até ao dia 5 de abril . Esta avaliação vai  permitir-nos melhorar o nosso desempenho e apreciamos muito as sugestões que os alunos enviaram e que claro, são anónimas. A biblioteca seria melhor se…

    “Tivesse melhor internet; os computadores tivessem auscultadores; tivesse mais espaço; estivesse mais aquecida como nas salas um aquecedor na parede porque é muito fria; se o horário fosse mais regular e se os filmes fossem mais atualizados; houvesse melhores livros e em melhores condições; tivesse melhores computadores; biblioteca estivesse disponível quando é necessário; fosse mais fácil encontrar os livros, os filmes fossem atualizados e tivesse um plasma porque os filmes já são muito antigos; a televisão é muito antiga avaria constantemente. O plasma colocado na parede ocuparia pouco espaço na biblioteca; os computadores fossem mais rápidos ; estivesse aberta durante mais tempo e os livros não fossem tão velhos; tivesse mais livros não só relacionados com a  escola e mais espaço para que pudessemos ficar à vontade na biblioteca; eu acho que está bem; estivesse mais tempo aberta; tivesse mais exemplares dos livros que são de leitura obrigatória para os vários anos para evitar que quando um aluno os fosse requisitar houvesse sempre exemplares para evitar que os tivéssemos de ir comprar …”

    Obrigada a todos pela vossa colaboração!







    14 de março – dia do PI

    Mesmo quem recorda pouco da Matemática da escola lembra-se provavelmente do ‘pi’ – aquele número interminável que se obtinha dividindo a circunferência pelo Resultado de imagem para dia do pi

    diâmetro. O ‘pi’ é tão importante – e fascinante – que tem direito a um dia anual, a 14 de março.

    A nossa Escola comemorou este dia, com um trabalho de equipa entre a Biblioteca, os alunos e os professores de matemática. O resultado foi uma exposição de uma (ínfima) parte do número do PI, já que este é infinito!…

    O dia do Pi começou a ser comemorado em 1988. Foi escolhida a data de 14 de março porque na convenção dos EUA essa data se escreve… 3.14. E porque é, por coincidência, a data do aniversário de Albert Einstein.

    Em 2014, Greg Ristow publicou a sua “Fuga em Pi”, uma pequena peça musical criada traduzindo os números de pi em graus duma escala. Pode ouvi-la aqui.