Archive | Novembro 2013

O nosso presépio…

DSCN0820

O nosso presépio...em construção...

O nosso presépio…em construção…

E como vem sendo hábito (desde há três anos),hoje fomos a procura dos componentes dos presépios anteriores e começamos a dar forma ao presépio deste Natal.

Anúncios

Novas aquisições

DSCN0817

DSCN0818

DSCN0819

Memória de elefante (António Lobo Antunes)
Primeiro romance de António Lobo Antunes, publicado em 1979. Claramente autobiográfico, a obra desenrola-se em um único dia. Regressado de Angola e separado da mulher e das filhas, o protagonista revela ao longo da narrativa a sua grande mágoa e conflitos em relação à separação e as marcas que lhe deixaram a guerra em Angola.

Diário oculto de Nora Rute (Mário Zambujal)
Nora Rute é uma personagem de romance e, ao escrever o seu diário, vai escrevendo, no desconhecimento do que virá a seguir, o seu próprio romance. Ao mesmo tempo, acrescenta-lhe o registo de acontecimentos e usos que marcaram um ano (1969) desde a chegada do Homem à Lua à moda da minissaia, das manifestações estudantis a guerras em África, aos bares e cafés de Lisboa.
Narrativa de marcada originalidade, O Diário Oculto de Nora Rute coloca os leitores no caminho irrequieto de uma jovem que desafia as regras, as de uma sociedade machista de um pai austero. Predominam as personagens que são membros da família, não só uma misteriosa tia Nanda, a prima Mé mas um quase desconhecido que parece ter conquistado, em definitivo, o amor de Nora Rute. E um primo ribatejano que lhe revelará o reverso das luzes e sombras da cidade.
Ao colocar-se na sua mente de uma forma travessa, Mário Zambujal, sem abandonar o seu estilo próprio de escrita, incorpora-o no espírito e na conduta de uma jovem que descreve no seu diário a agitação dos seus dias.

A máquina de fazer espanhóis (Valter Hugo Mãe)
Esta é a história de quem, no momento mais árido da vida, se surpreende com a manifestação ainda de uma alegria. Uma alegria complexa, até difícil de aceitar, mas que comprova a validade do ser humano até ao seu último segundo. a máquina de fazer espanhóis é uma aventura irónica, trágica e divertida, pela madura idade, que será uma maturidade diferente, um estádio de conhecimento outro no qual o indivíduo se repensa para reincidir ou mudar. O que mudará na vida de antónio silva, com oitenta e quatro anos, no dia em que violentamente o seu mundo se transforma? (…)

Diário de um Banana (Jeff Kinney)
O Greg anda em maré de azar. O Rowley deixou-o, e arranjar novos amigos na escola está a ser uma tarefa complicada. Para dar a volta por cima, o Greg decide confiar o seu destino à sorte. Será que o Greg vai passar o resto da vida a dizer… ora bolas?

Agora…é só escolher!

Poeta do mês

Sobre um Poema

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
– a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.

– Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
– E o poema faz-se contra o tempo e a carne.

Herberto Hélder

Poeta do mês

Poeta de novembro

Poeta de novembro

Herberto Hélder nasceu no Funchal a 23 de Novembro de 1930.
Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo trabalhado em Lisboa como jornalista, bibliotecário, tradutor e apresentador de programas de rádio. Em Luanda foi redactor da revista Notícia.
É considerado um dos mais originais poetas vivos de língua portuguesa. É uma pessoa sobre a qual paira uma atmosfera de mistério uma vez que recusa prémios e se nega a dar entrevistas. Em 1994 foi o vencedor do Prémio Pessoa, que recusou.