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O escritor do mês

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O ‘meu’ largo…

Projeto de leitura desenvolvido em parceria com a professora Josefa Costa e os seus alunos do curso profissional de Gestão Agrícola, turma 10ºA.

Depois de terem lido e comentado ‘O Largo‘ de Manuel da Fonseca; depois de terem constatado a importância do largo na vida das personagens; depois de terem referido os efeitos do progresso e da globalização, foi pedido aos alunos que descrevessem um largo presente nas suas lembranças…

O Largo

      Conheço um largo situado em Castelo de Vide, no distrito de Portalegre. Este largo, que eu conheço, não tem muita gente, uma vez que as pessoas estão todas nos cafés e só depois destes fecharem é que vão para o largo conversar.

      O largo é redondo, no meio tem uma fonte, tem bancos azuis, com vista para um relvado e com algumas lâmpadas.

     Antigamente, quando eu tinha oito anos, aí sim, juntavam-se pessoas que falavam das suas caçadas, dos dias de caça, e das suas pescarias.

     Hoje é um simples largo, onde se encontram alguns velhotes. Não é muito grande e tem umas máquinas para a ginástica diária.

     É bom que exista o largo para que os velhos tempos não morram e para que as pessoas socializem sem ser via internet.

     É facílimo lá chegar, vamos mas é socializar.

João Patrício – 10º A

Quinta das Conchas

     A Quinta das Conchas situa-se no Lumiar, no Concelho de Lisboa. É um espaço da junção de duas quintas, a Quinta das Conchas e a Quinta dos Lilases. A Quinta das Conchas é uma quinta com uma grande área, onde há restauração, uma área de floresta e uma área de relvado. É um local de grande convívio que já existia até as duas terem sido unidas. Agora as quintas são um espaço público, onde as pessoas passam as suas tardes e até há festas feitas pela Câmara Municipal ou pelas pessoas.

João Cardoso – nº16 – 10ºA

 

Largo

     Eu conheço um largo junto ao Palácio de Queluz onde os senhores com mais idade e reformados vão todas as tardes jogar às cartas, conversar, e até fazer pequenos lanches.

     No verão, eu vou lá muitas vezes jogar futebol e eles estão sempre todos entretidos, muitas vezes estão a contar as suas histórias desde jovens, outras falam de comprimidos e doenças, mas não maçam ninguém.

     Eles estão em bancos de madeira e têm um telhado também em madeira para os proteger do sol e até da chuva, à volta é tudo relva.

    Eu acho que eles se sentam lá porque tudo o que os cerca lhes traz à lembrança a juventude e não ficam fechados em casa; ao lado fica o campo de futebol, do outro fica um parque de crianças e há muitos jovens à volta.

Tiago Lourenço – Nº27 – 10ºA

O LARGO

      Conheço um largo em Odivelas, na parte velha da cidade, que é marcado por uma paisagem, na minha opinião, com discrepâncias entre idades. Vêem-se as mais diferentes pessoas, desde crianças pequenas, que lá se reúnem para um jogo da bola, a pessoas de uma certa idade que lá se encontram para uma partida de sueca, com muita batota à mistura.

     Quando eu era pequena também ia para lá brincar e ficava completamente deliciada com aquele espaço que, apesar de rodeado de prédios, e decorado com bancos e mesas de pedra suja e encardida, aos meus olhos, aquele lugar tinha magia. Aquele sítio tinha o poder misterioso de juntar pessoas das mais diferentes idades, etnias, e possibilidades.

Infelizmente o largo degradou-se e hoje só vemos um ou outro habitante idoso que por ali se perdeu na esperança de que aquele largo voltasse a ser o que era antigamente.

Beatriz Campos- 10º A