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Atividade de leitura na biblioteca

Lendo um conto de Manuel Alegre


Hoje – 10 de janeiro – os alunos da turma 8ºB CEF da professora Josefa Costa estiveram numa atividade de leitura na biblioteca. Aproveitando o que restava da decoração de Natal, os alunos leram um conto de Manuel Alegre – ‘Uma estrela’.
Reunido o júri, este deliberou atribuir o 1º prémio à aluna nº 15, Miriam Ferreira Ribeiro.
O 2º e o 3º prémios foram atribuídos respectivamente ao nº 5, Fábio Pereira, e nº 24, Maria Silva Dias.

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Dia da Restauração da Independência

restauracao
No dia 1 de dezembro de 1640 o Paço da Ribeira (Lisboa) foi invadido por 120 conspiradores para derrubar a Dinastia Filipina que governava Portugal desde 1580. Com a morte de D. Sebastião em Marrocos, seguiu-se um problema de sucessão que beneficiou a monarquia espanhola, que governou Portugal durante sessenta anos.

Imagem e nota histórica retiradas da página da ‘Raiz Editora’.

A terra tremeu em Lisboa

[…]
Uma delgada nuvem, que se estendia, a todo o seu comprimento como que em linha reta, estava patente no céu. Não se viam pássaros em lado algum, nem nas copas das árvores, nem tão-pouco sobre os telhados. As vergas dos navios estavam despovoadas. Sobre as ondas do Tejo nem uma única gaivota se deixava embalar. As vagas, porém, começaram de repente a embater com grande força no cais, era como se uma tempestade se anunciasse.
Só que não soprava uma brisa, por pequena que fosse.
Era sábado. dia 1 de novembro do ano de 1755. Tal com todos os anos, por ser Dia de Todos os Santos, a população acorria às igrejas, diante de cujas portas se formavam grupos de senhoras bem vestidas. As crianças provocavam-se umas às outras e eram repreendidas pelos respetivos pais. A cada passo que davam, os anciães apoiavam-se nas suas bengalas e ficavam de cabeça caída. Os nobres chegavam nos seus coches. (…)
Na rua lá fora, os coches passavam e faziam-se ouvir. Dezenas e dezenas deles. Ou então…não eram coches.
Lançou-se ao chão e tateou-o. O edifício estremecia.(…)
– Um tremor de terra?
Então, como se barris de pólvora tivessem explodido, ouviu-se um estrondo e ocorreu uma forte sacudidela. Antero olhou para o teto. Fragmentos de reboco caíram e o pó tapou-lhe os olhos. Pestanejou e passou a mão pelo rosto para limpá-lo. Lá fora as pessoas gritavam em pânico. (…)
Então o ribombar regressou. O chão tremeu, e foi então que um gigante por três vezes bateu com o seu enorme punho sobre a Terra, o que fez com que Antero desse involuntariamente um salto. Choveram pedras do teto. (…)
Na rua, por todo o lado, os prédios ruíam. Os telhados davam de si. As paredes caíam. O barulho era ensurdecedor. As pessoas fugiam do interior das casas, com as mãos agarravam pequenas figuras de santos, pressionavam-nas contra o peito e, com rostos desfigurados pelo medo, suplicavam por misericórdia. Algumas delas lançavam-se dos andares superiores dos edifícios que se desmoronavam, caiam na rua e aí ficavam, de pernas partidas.(…)

in ‘A Jesuíta de Lisboa’ (Titus Müller)